Constance Guisset

8 de Março de 2017

Cenógrafa, arquiteta de interiores, designer, criadora de objetos são alguns adjetivos que servem de referência para apresentar Constance Guisset, verdadeira bolha criativa. Depois de ter sido diretora do estúdio dos irmãos Bouroullec ao longo de quase sete anos, a designer francesa decidiu seguir seu chamado desenvolvendo projetos próprios, o que resultou na criação do estúdio Constance Guisset em 2009. Desde então com seu talento e personalidade multifacetado, Guisset criou peças míticas para vários editores, como “Petite Friture”, “Moustache”, “Matière Grise”, “Ethnicraft”, colaborou em vários projetos como a “Suíte Novohotel Accor”, nos Países Baixos, desenhou cenografias para museus, espetáculos e companhias de dança, especialmente para o solo de “Le Funambule” dançado pelo bailarino Angelin Preljocaj, para quem a designer imaginou uma cenografia toda em papel, que deu origem a uma lâmpada batizada de “Angelin”. Correspondance Magazine® conversou com a designer multidisciplinar, homenageada recentemente pelo Museu do Design e das Artes Aplicadas Contemporânea – MUDAC – em Lausanne, na Suíça, que consagrou uma exposição monográfica ao trabalho criativo de Constance Guisset.

DESTINO – Sempre sonhei com uma carreira, tanto manual quanto intelectual, como carpinteiro, cirurgião… Quando criança tinha um torno e me divertia criando coisas mas estava longe de imaginar que viria a me tornar uma designer.

CARREIRA – A curiosidade me levou à diferentes áreas antes de escolher uma específica. Cursei uma escola de negócios antes de me dizer que preferia trabalhar na cultura. Depois desta experiência, percebi que queria estar no centro do processo criativo em vez de acompanhá-lo.

RITMO OU INTUIÇÃO – Desconfio de padrões de ritmo que às vezes pode nos prender em formas, materiais ou cores que saem de moda com o tempo. Meu trabalho é mais flutuante e se alimenta de inspirações e encontros. Um projeto pode dar lugar a outro.

MATÉRIA PRIMA – Variam de acordo com os objetos. Não tenho um material favorito, gosto de encontrar o material certo para cada projeto, do contexto ao editor. A matéria prima deve existir para servir ao projeto e não o contrário.

INFLUÊNCIAS – São constantes e sempre com o olhar aberto. Minha lista de influências e influenciadores muda constantemente mas ainda existem alguns permanentes, como Anish Kapoor, Bruno Munari e Robert Filliou.

DESIGNER – Costumava dizer que sou uma designer de objetos e espaços. Para mim, a palavra designer é uma forma de afirmar a adesão de uma disciplina cujos limites podem ficar sem foco. Ser designer é reivindicar seu aspecto criativo e considero isso essencial.

PROJETO – Ainda não tive a sorte de realizar um restaurante. Este é um projeto que me deixaria bem entusiasmada.

SONHOS – Miríades de possibilidades que o futuro nos reserva. Sonho com o mundo de amanhã e as surpresas que o acompanham. Por exemplo, será que os assentos serão substituídos por campos magnéticos? Como desenhar um objeto sem materialidade? E com essas ideias em mente fico construindo pistas para a imaginação. 

INSPIRAÇÃO – Tudo é suporte de inspiração! Ela surge a partir da observação e pode emergir da forma mais inesperada, visitando uma exposição, observando uma sombra ou assistindo a um show de luzes…

LINHA MESTRA – O lúdico, a luz, o movimento, o sonho e a ilusão.

 IMAGEM ® Constance Guisset Studio 

 

 

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