Franka Holtmann

5 de Julho de 2016

Autodidata, pragmática, cheia de ideais e muita energia, Franka Holtmann nascida em Munique, na Alemanha, é aficionada pela França desde sua juventude, onde viveu no sul do país, na cidade de Nice, para cursar Literatura do Século XIX. Sua paixão pelas letras aguçou seu espírito de liberdade e seu desejo de desbravar novos horizontes, mas foi seu foco e o senso de direção, aliado ao seu talento natural para a liderança, que lhe permitiu galgar todos os escalões de uma carreira promissora nos mais renomados estabelecimentos hoteleiros franceses até se tornar Diretora Geral do Hotel “Le Meurice”. Tal qual uma abelha-rainha, Holltman circula pelos átrios desse Palácio parisiense liderando sua equipe, distribuindo ordens, conferindo detalhes e recebendo com seu largo sorriso uma clientela que aprecia o luxo de ser mimado com elegância na mais alta discrição. Para nos falar da influência do seu trabalho na sua vida e vice-versa, Correspondance Magazine® entrevistou Franka Holtmann sobre seu fascínio pela hotelaria e pela arte de viajar.

O que a hotelaria representa para você?

– Um mundo de grandes contrastes, onde o luxo discreto e a elegância são capazes de promover grandes surpresas, onde o burburinho do que acontece nos bastidores para satisfazer os desejos de nossos clientes é inimaginável. Um hotel é um ambiente cosmopolita e extremamente versátil onde a rotina não existe. Tenho 30 anos de experiência e ainda estou aprendendo algo novo todo dia! A gestão de pessoas desempenha um papel emocionante no meu trabalho e tenho a sorte de ter uma equipe jovem, criativa e dinâmica que oferece constantemente novas ideias que tornam a vida cotidiana muito mais rica e interessante.

Como nasceu essa paixão pela hotelaria?

– Minha paixão pela indústria hoteleira começou aos 17 anos durante um trabalho de férias que fiz num hotel em uma ilha no Mar do Norte. Desde o princípio foi como uma revelação e imediatamente senti as infinitas oportunidades deste negócio, começando com as viagens. Quando finalizei meu estágio já tinha decidido o que desejava desta profissão que se revelou ao longo dos anos um horizonte sem limites para mim…

Você teve algum mentor que a inspirou ao longo da sua carreira?

– Tenho a sorte de ter tido várias pessoas que exerceram uma forte influência sobre mim através de suas personalidades carismáticas. Eles foram fundamentais para a evolução da minha carreira e guardo o maior respeito e admiração por todos eles.

O que a arte de viajar significa para você?

– A emoção do desconhecido e o prazer de desbravar um novo lugar sempre me evoca a ideia de compartilhar essas experiências com as pessoas que amo. Para mim, a arte de viajar é uma experiência que costumo dividir em três fases: antes, durante e depois. Amo a preparação, que já dá a impressão de estar em outro lugar, e as lembranças que que viverão a experiência por um longo tempo, mesmo depois que a viagem terminou.

Que lembranças você tem da sua primeira viagem?

– Nenhuma mas lembro da minha primeira viagem ao Brasil. Em 1996 aterrissei em São Paulo, onde me senti completamente perdida e intimidada em primeiro lugar, porque não falava a língua nem conhecia os costumes locais mas o calor e a beleza do país me fascinaram e essa viagem me deixou as mais belas lembranças. Sou fascinada por este país desde então e nunca encontrei em nenhum outro lugar um sentimento tão genuino de boas-vindas e hospitalidade. Lamento muito não ter a oportunidade de voltar ao país tão frequentemente como gostaria.

Quais seus hotéis favoritos pelo mundo? Por quê?

– A “Pousada Maravilha” em Fernando de Noronha, onde é possível interagir com enormes iguanas e assistir ao espetáculo extraordinário da eclosão de ovos de tartaruga na praia.Outro lugar de sonho é o “Hotel Cipriani”, em Veneza, que sempre me remete a uma cena onde Lembro-me ofegante cena filmada num banheiro do hotel para o filme “Nikita”, com a a atriz-revelação da época Anne Parillaud.

Para onde você vai na sua próxima viagem?

– Ao País Basco, uma região que mora no meu coração há mais de 35 anos. Paraíso dos surfistas, Eldorado elegante e melhor lugar no mundo para um aperitivo com alguns tapas de frente para um inesquecível pôr do sol.

O que não pode faltar na sua mala?

– O perfume de viagem do perfumista Francis Kurkdjian, meu esmalte favorito “Tralala” e um par de scarpins.

O que você costuma trazer das suas viagens além das lembranças?

– Um livro numa língua que ainda não falo…

Se você não fosse Diretora de hotel, o você gostaria de ser?

– Eu teria gostado de fazer muitas coisas, muito diferentes, mas o que me encantaria seria  me tornar uma Juiza para a Infância. Algo que me toca pelo seu lado humanístico.

 

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