Gravuras japonesas de Van Gogh

19 de Junho de 2018

O mundo colorido e encantador de Hiroshige, Hokusai, Utamaro ou Harunobu povoava o imaginário de Van Gogh e alimentava sua paixão pela pintura japonesa. O artista passava horas examinando as milhares de gravuras amontoadas nos armários da loja e no sótão da loja de Siegfried Bing, que valiam apenas três centavos por unidade, ou cinco centavos da época. Foi na Antuérpia em 1886, que Vincent van Gogh descobriu as gravuras japonesas mas foi em Paris que o artista desenvolveu o seu interesse pela cultura do país do sol nascente. Assim como ele, Claude Monet, Émile Bernard, Paul Gauguin, Cézanne e tantos outros artistas também eram fascinados pela estética das gravuras japonesas.

O livro “Gravuras japonesas. A Coleção de Vincent van Gogh”, publicado em holandês e inglês, cuja co-edição em inglês é publicada pela Thames & Hudson, trata sobre o japonismo, o primitivismo e a coleção de gravuras japonesas do artista, apresentando uma visão geral da renomada coleção de gravuras japonesas de Van Gogh, que continha aproximadamente 660 obras. O Museu Van Gogh, em Amsterdam, localizou 50 obras em coleções particulares e museológicas, que nunca antes foram exibidas em público, e agora se encontram online como parte do acervo do museu. As impressões estão disponíveis gratuitamente para download com imagens coloridas de alta qualidade e resolução.

Com base em novas pesquisas, os autores Chris Uhlenbeck, Louis van Tilborgh e Shigeru Oikawa, revisam o pensamento atual sobre Van Gogh, contando que o artista não comprou as estampas em Paris apenas por prazer, mas em vez disso adquiriu essas impressões com o intuito de comercializá-las. Outra curiosidade dessa obra que os autores também revelam é como as xilogravuras japonesas de artistas como Hiroshige, Kuniyoshi e Kunisada se tornaram uma das mais poderosas e criativas fontes de inspiração por trás da obra de Van Gogh e como elas desempenharam um papel fundamental em sua direção artística.

IMAGEM © Museu Van Gogh

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