Hotel Carlota

6 de Julho de 2017

Uma fachada de vidro espelhada dos anos 80 ao longo da rua foi mantida, mas os espaços internos foram completamente reestruturados pelo escritório de arquitetura JSa, que assina a obra do projeto “urbano-arqueológico” do Hotel Carlota.  Localizado onde anteriormente havia ruínas de um antigo hotel, no bairro de Cuauhtemoc, na capital mexicana, ao largo da avenida Paseo de Reforma, o prédio foi inaugurado pela primeira vez na década de 1970 como “Hotel Jardin Amazonas”.

Com proposta inusitada, os arquitetos preservaram a fachada principal do edifício e construíram um novo acesso ao lado do estacionamento dos vizinhos, para modificar a rota de circulação e causar surpresa aos visitantes que acedem diretamente ao pátio central. Um dos pontos fortes da arquitetura de interiores, que se transformou no cartão de visitas do hotel, que os arquitetos exploraram ao máximo para criar uma espécie de oásis dentro do prédio. A recepção é acessada por uma inclinação suave que desliza através de um espaço de quatro andares, onde um elevador de estilo industrial foi incluído para transportar bagagem pesada para os quartos, situados no andar superior.

A distribuição dos espaços foi totalmente repensada para tirar proveito da luz natural. No pátio, que é parcialmente coberto por uma malha de aço, árvores crescem, mesas distribuidas às margens da piscina e banquinho em formato de caixas de madeira acolhem os visitantes mais contemplativos. Para a comodidade dos hóspedes, a loja de acessórios de moda tem paredes de vidro com vitrines que pode ser acessada diretamente da piscina.

Como o prédio é em desnivelamento total, a área suspensa do bar e do terraço contam com mais assentos. Para acompanhar a mudança de nível, uma fina e alongada piscina se espreguiça no meio do pátio, onde uma porção mais rasa é ideal para pequenas braçadas enquanto a outra, suficientemente profunda e extensa, foi imaginada para a prática intensa de natação. Em uma extremidade da piscina, num canto transparente, é possível observar os nadadores debaixo d’água. Numa das paredes mais afastadas, atrás de blocos que deixam entrar a brisa, esconde-se uma biblioteca acolhedora, decorada com peças da era colonial.

Acima da cozinha, no piso térreo, a parte interna do restaurante é pintada de turquesa para combinar com a cor da piscina, que se encontra logo abaixo. Uma área de jantar adicional se estende como uma varanda sobre o bar em direção ao pátio central, que é o espaço público mais movimentado, tendo o restaurante ao redor, projetado sob o mesmo critério do hotel e com móveis especificamente feitos para este lugar.

Os espaços de circulação estão astutamente escondidos atrás do bloqueio nos níveis superiores, com lacunas que permitem uma visiblidade limitada. Os 36 quartos variam em tamanho, mas todos apresentam uma estética retro iluminada criada por pisos de concreto, paredes brancas e o mínimo de móveis criando um espaço fluido. O design de interiores foi pensado como um esforço colaborativo entre um punhado de estúdios de design mexicanos.

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