Hotel de Crillon

28 de Julho de 2017

O tratado reconhecendo a Declaração da Independência dos Estados Unidos foi assinado aqui e Marie-Antoinette teve aulas de piano no prédio, além disso, uma das suítes que recebeu seu nome é o QG do Baile Internacional de Debutantes, um evento que é uma das referências do Hotel de Crillon, em Paris. O Palácio, que tem sua fachada tombada pelo patrimônio histórico, juntamente com muitos detalhes da arquitetura do século XVIII, passou por uma grande renovação na sua arquitetura de interiores e a maior parte do interior do edifício foi inteiramente reconstruída para acolher hóspedes ilustres e os visitantes da Cidade Luz. Situado na Place de la Concorde, uma das maiores praças da cidade e ponto de encontro dos parisienses, o Hotel de Crillon foi projetado pelo arquiteto francês Ange-Jacques Gabriel como um palácio para Luiz XV em 1758 e tem uma história tão gloriosa quanto suas proporções.

Para sua renovação, múltiplos arquitetos, artesãos, designers participaram do projeto de restruturação desse palácio parisiense e desempenharam um papel importante na transformação completa desse símbolo da arte de viver à francesa. Um batalhão de mais de trezentos colaboradores trabalhou na arquitetura de interiores do hotel, que tem como destaque um vasto spa com piscina subterrânea iluminada por uma claraboia cintilante com um fundo de mosaico azul; um jardim interior desenhado por Louis Benech, o jardineiro das Tuileries e duas suítes projetadas por Karl Lagerfeld. O estilista se valeu de peças históricas, como uma pia que já foi uma fonte em Versalhes, para criar uma dramaturgia moderna com uma parede espelhada de prateleiras coalhadas de livros que se abrem para um vasto closet com a ajuda de um controle remoto.

Essa renovação ousada também contou com o talento de arquitetos e designers de interiores, como Tristan Auer, Chahan Minassian, Cyril Vergniol e “Culture in Architecture”. Os quartos e suítes são o grande must dessa e conferem uma estética elegante com refinamentos de grandes marcas franceses como Lalique, Baccarat e Lesage, apesar de ter como referência Marie-Antoinette, a paleta de cores utilizadas na decoração não é excessivamente feminina, nem tampouco as silhuetas relembram o século XVIII, ao contrário, como é possível perceber nas máquinas Nespresso, que foram revestidas de couro que evocam o artesanato luxuoso de um carro esportivo e, nas paredes, fotografias chamam a atenção. No Hotel de Crillon tudo é grandioso, histórico, simbólico e sua nova decoração de interiores evidencia a elegância, o aconchego e o inimitável artesanato francês, convidando visitantes e hóspedes a se apropriar desse verdadeiro Palácio moderno.

IMAGEM – Hotel de Crillon, Rosewood Hotel ®Eric Cuvillier ®Thierry-Samuel ®Rita Scaglia

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