Menton

30 de Julho de 2017

“Mentonum”, “Mentoni”, “Mentonne”, “Menton” que significa “pequena colina”, representa bem a geografia dessa cidade balneária da Provence, situada no sopé de uma colina rochosa com vista para o mar. Situada na fronteira, a cidade antiga monitora a entrada da Itália, tendo como artéria de tráfego a estrada romana ao longo da Côte d’Azur, no sul da França. Aninhada a 80 metros aos pés das encostas, Menton foi construída em diferentes níveis da colina, em direção vertical, a cidade antiga com suas muralhas, torres e fortalezas protegia os habitantes dos invasores. Suas ruas estreitas e ensombradas contrastam com uma intensa luminosidade marinha e uma profusão de buganvilas decoram os muros alaranjados da paisagem ao redor, essa é Menton, a pequena maravilhosa da Riviera Francesa.

Como os escritores viajantes sabem retratar de maneira poética a experiência que visitaram uma localidade, Gustave Flaubert quando passou por Menton, entre abril e maio de ​​1845, fez uma descrição do que viu e visitou, como o cemitério Vieux-Château, que tem uma das melhores vistas sobre a baia. Com seu horizonte de montanhas à esquerda, suas ruas íngremes, suas fachadas alaranjadas e tons de pedras brancas, quase perpendiculares, e o mar azul cintilante ao sol que convida os visitantes a se entregar aos seus encantos. Para Flaubert, Menton é um lugar mágico que inspirou uma página de reflexão em seu livro “Viagem entre a Itália e a Suíça”. Em seu texto o escritor francês comenta que “(…) a Itália começa aqui, em Menton (…) e esse sentimento é tão perceptível como o ar que respiramos. Antes de entrar e sair da cidade, as estradas são circundadas de rosas, cactos e palmeiras  (…)”, atesta o escritor, para continuar discorrendo sobre suas pequenas ruas com casas brancas, altas e estreitas, onde nenhum veículo pode circular…

Como se o tempo tivesse feito uma pausa fazendo os viajantes mergulharem no passado, Menton mantém sua identidade franco-italiana, com sua vegetação, repleta de limoeiros, oliveiras e bounganviliers coloridos que dão o tom a essa cidade à beira-mar. Suas múltiplas escadarias que parecem descer em cascata diretamente para o mar, onde o coração histórico da cidade bate forte sob fachadas ocre, preservando a privacidade das casas das agressões do sol. Atravessando a cidade à pé, os viajantes podem se deparar com a arte barroca, decorando muros e formando um conjunto notável que pode ser apreciado por toda parte, também vale visitar lugares memoráveis como o pátio da Basílica Saint-Michel e, mais ao longe, a Capela dos Penitentes Brancos para se deparar, no topo da colina, com o cemitério Vieux-Château, último emblema da aristocracia russa e britânica, que oferece uma vista incomparável da cidade, da sua orla marítima, da Itália e das montanhas.

TEXTO & EDIÇÃO – Marilane Borges

IMAGEM – Christian Nouzillet em reportagem especial para Correspondance Magazine®

TRANSPORTE – Vôos diretos da Airfrance aterrissam diariamente no Aeroporto de Nice 

 

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