Rio Secreto

29 de Maio de 2017

 

O guia “Rio Secreto”, publicado pela Éditions Jonglez, ganhou a medalha de prata no “Book Awards Independent Publisher”, nos Estados Unidos. Além de ser muito original e ter merecido esse importante prêmio, nele, o leitor não vai encontrar o pequeno hotel boutique, o último bistrô da moda ou as melhores lojas para compras. “Rio Secreto”, não tem nada disso. Não há dúvidas, que o Rio de Janeiro oferece uma das mais belas vistas do mundo, mas a Cidade Maravilhosa não é apenas Copacabana, Ipanema, Maracanã, Corcovado e Pão de Açúcar e o objetivo deste guia é exatamente este: explorar a cidade com um olhar diferente e curioso para descobrir detalhes incomuns e monumentos esquecidos. Em “Rio Secreto”, o leitor vai se deparar com uma coluna surpreendente “Persépolis” oferecida a cidade por um presidente iraniano, o espetacular Palácio São Clemente, residência do cônsul de Portugal, uma réplica da grota da cidade de “Lourdes”, belos painéis de azulejos no Clube dos Democratas, a fachada azul da antiga fábrica de perfume e sabonetes “Lambert”, uma surpreendente mecha de cabelo de Napoleão e ainda uma colina secreta e emocionante, onde são enterrados os “anjinhos”.

Este guia é a imagem fiel de seu publisher Thomas Jonglez, que tem uma carreira incomum e sempre cultivou o desejo pela aventura. Após seus estudos de gestão de negócios na França, em vez de se lançar na vida profissional convencional, Thomas Jonglez decidiu viajar. Seu primeiro destino foi para a América do Sul, por onde viajou por sete meses entre Argentina, Bolívia, Paraguai, Peru e Chile. Depois decidiu fazer uma viagem especial para a China, onde este aventureiro clandestinamente descobre o Tibet e as regiões proibidas chinesas antes de ir para o Paquistão, onde recebeu uma recepção extraordinária nas regiões tribais.

Depois de suas aventuras pelo mundo e já instalado na Bélgica ele decidiu criar sua editora as Éditions Jonglez e, em seguida, escreve o guia “Bruxelas insólita e secreta”, que apareceu em 2003. A originalidade dos seus guias é ter colaboradores, os próprios habitantes, que descobrem lugares ou segredos esquecidos, criando um novo tipo de guia histórico e personalizado. Em 2005, Thomas Jonglez mudou-se para Veneza e publica “Veneza insólita e secreta” que exigiu cinco anos de pesquisa de campo e que obteve o prêmio de melhor guia de viagem de 2011 pela “Book Awards Independent Publisher”, nos Estados Unidos. As Éditions Jonglez tem cerca de cinquenta títulos traduzidos em seis línguas francesa, inglesa, espanhola, portuguesa, italiana e holandesa. Outras coleções nasceram com essa herança, como os “Patrimônios insólitos”, “Hotéis insólitos na França”, “Hotéis insólitos na Europa” e “Hotéis insólitos no mundo” além de uma publicação admirável que faz sonhar, chamada “Ilhas privadas para alugar”. Thomas Jonglez deixou Veneza em 2012 e se estabeleceu no Rio de Janeiro onde vive atualmente.

TEXTO – Chantal Manoncourt

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