Vermeer

3 de Maio de 2017

 

O Museu do Louvre, em colaboração com a Galeria Nacional da Irlanda e da Galeria Nacional de Arte, em Washington, apresenta até 22 de maio uma megaexposição organizada em torno da figura de Johannes Vermeer, considerado um dos expoentes do Barroco, da era de ouro da pintura holandesa. Sua obra, denominada “pintura de gênero”, foi dedicada às cenas da vida cotidiana. Reunindo pela primeira vez desde 1966, um terço da obra-prima conhecida de Delft, a exposição explora a rede fascinante de suas relações com os outros grandes pintores do século de ouro holandês.

Johannes Vermeer (1632-1675) nasceu em Delft, na Holanda, no dia 31 de outubro de 1632. Filho de um comerciante de arte seguiu a mesma carreira do pai. Dedicou-se à pintura, mas produziu poucas telas e sempre de maneira absolutamente autoral. Pintava apenas duas ou até três telas por ano. A obra de Vermeer é caracterizada pela luminosidade solene e personagens que estão recolhidos em si mesmos e não suspeitam estar sendo observados. A grandeza do artista consiste em manter seus personagens distantes criando uma atmosfera intimista e uma impressão de mistério, o que explica a importância de seu trabalho para o movimento impressionista que explodiria na Europa no século XIX.

Considerado o segundo pintor mais importante do Barroco holandês, depois de Rembrandt, mas é provavelmente um dos pintores a ter deixado uma obra tão pequena. Apenas 35 telas são reconhecidas como autênticas obras do pintor, entre elas: “A Ruela” (1657/61), “A Leiteira” (1658/60), “Homem, Mulher e Vinho” (1958/61), “Moça com Copo de Vinho” (1659/60), “Vista de Delft” (1960/61), “Mulher com Jarro de Água” (1662/63), “Garota com Brinco de Pérola”, sua obra mais famosa e que está à mostra na Real Galeria de Arte Mauritshuis, em Haia, “Mulher com Colar de Pérolas” (1664), “Mulher Segurando Balança” (1665) e “Senhora Escrevendo Carta com sua Criada” (1670). Embora Johannes Vermeer tenha produzido uma obra extremamente popular e valorizada em seu tempo com imagens de homens trabalhando e mulheres envolvida com afazeres domésticos, sua obra foi subestimada durante sua vida. A grandeza de Vermeer só foi reconhecida em 1866, quando o crítico francês Théophile Thoré escreveu uma monografia sobre o pintor.

IMAGEM: Rijksmuseum – National Gallery of Art –  Kunsthistorisches Museum – Musée du Louvre – Städelsches Kunstinstitut – National Gallery of Ireland – National Gallery

 

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