Talento português

11 de dezembro de 2020

A premiada designer de interiores e arquiteta lisboeta fundou seu ateliê em 2000 e desde então se tornou conhecida por sua abordagem sensível na mistura de objetos vintage e contemporâneos para criar interiores que atingem aquele ponto ideal tão satisfatório entre luxo e atemporalidade. Reforçando a qualidade dos seus projetos, Cristina Jorge de Carvalho desenha os seus próprios móveis com a marca CJC Interior Design auxiliada por hábeis artesãos portugueses que foram selecionados pelo seu requintado artesanato. O estilo de design do showroom CJC tem como ambição construir atmosferas de sonho com paletas de cores refinadas e texturas ricas, que podem ser apreciadas em sua coleção de móveis. O seu primeiro projeto foi uma casa pré-fabricada para um condomínio privado, que rendeu a Cristina Jorge de Carvalho sua primeira capa numa revista de design.

Quem ou quais são suas maiores influências?

– Acredito que tudo e qualquer coisa pode me inspirar, desde uma música a uma obra de arte. Então, eu diria que todas as minhas experiências me influenciam de uma forma muito sutil e meu estilo é o resultado dessa combinação. Gosto de brincar com opostos, seja com texturas ou materiais, com uma paleta de cores muito restrita e neutra. Meu objetivo é criar ambientes atemporais, elegantes e sóbrios que cruzem as tendências. Para mim, é essencial que um projeto resista ao teste do tempo e mantenha sua elegância ao longo dos anos.

Você já mudou de ideia sobre alguma coisa relacionada à estética?

– Não me lembro. Sou muito determinada com meus conceitos estéticos. Mas adoro desafios e provavelmente em algum momento, posso ter feito uma escolha que não foi 100% fiel à minha estética, porque foi a melhor escolha para os requisitos do cliente ou qualquer outra limitação.

Descreva o seu projeto de sonho, real ou fantasia.

– Não tenho um projeto dos sonhos. Gosto muito de desenvolver projetos para espaços públicos – hotéis, restaurantes, spas. Projetos desse tipo são sempre um desafio, pois temos que agradar uma clientela muito maior e diversificada. Como sempre fui atraída por esse gênero de projetos e viajei pelo mundo, tento usar todo esse know-how para projetar algo que abrange a definição do conceito e áreas que devem ser privilegiadas, os espaços essenciais para os clientes, os serviços disponibilizados, etc.

O posicionamento de um espaço público no seu mercado é essencial e estratégico para o seu sucesso. Além disso, o fato de eu ter experiência em gestão é uma mais-valia na hora de desenhar esses tipos de projetos, porque você deve considerar várias variáveis ​​de negócios e de gestão durante o processo criativo.

Normalmente você trabalha no ritmo das tendências ou da intuição?

– Em um mundo onde as tendências vêm e vão e já vimos de tudo, permanecer fiéis ao que somos e idealizar esse ‘eu’ em um espaço é uma tarefa ainda mais difícil e satisfatória do que seguir uma regra ou tendência. Metade desse ideal vem da criação do design sob medida para meus clientes que desejam algo especial e único. É por isso que desenho móveis exclusivos para cada projeto que inicio. A outra metade pertence às suas memórias, ao seu passado e às suas raízes materializadas em diversas texturas e materiais, peças vintage, bem como peças de design atemporais.

No que você está trabalhando atualmente?

– Uma joalheria, um loft em Nova York, vários apartamentos, uma loja de moda, as novas residências de um hotel.

Existe um edifício ou produto que lhe parece particularmente bem projetado ou inovador?

– Do topo da minha mente, o Upper House Hotel, em Hong Kong, o Museu Yves Saint Laurent, em Marrakech, o Therme Vals na Suíça – todos são muito bem planejados.

Reportagem Especial Correspondance Magazine®

IMAGEM – Cortesia da designer de interiores Cristina Jorge de Carvalho © Todos os direitos reservados

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