Lendo para viver

4 de dezembro de 2020

Existem razões científicas documentadas sobre a importância da leitura, e os neurologists são categóricos em afirmar que ler exige que seu cérebro esteja ativo, coloca os neurônios em atividade e, como benefício, torna você mais inteligente. Além disso, ler faz com que os dendritos (a parte do neurônio onde as memórias são armazenadas) se formem, melhorando sua capacidade para acumular recordações. Ler requer foco, melhora sua concentração e, quando feito por prazer, reduz o estresse e é bom para sua saúde geral. Entre outros benefícios, ler faz você pensar e aplicar o que aprendeu e melhora suas habilidades de raciocínio. Ler pode ensinar muito sobre você mesmo, muitos personagens fazem com que você se reconheça neles ou com quem você gostaria de ser. As páginas de um livro podem ser reveladoras de quem você é, do que é importante para você, simplesmente através da an4alise de que tipo de livro tende a escolher. Sem falar, que ler aumenta sua criatividade, às vezes gerando outras ideias em sua vida.

Poderíamos elencar inúmeros benefícios da leitura mas, um deles tem sido especialmente observado nesses dias de reclusão obrigatória por causa do COVID, ler pode fazer com que você não se sinta tão sozinho. Especialmente quando os personagens com os quais você se depara nas páginas de um livro fazem com que você se identifique com sua história. Essas conexões mágicas criadas pelos personagens também pode durar muito tempo, mesmo se a única outra pessoa que esteja com você for esse autor.

Segue algumas sugestões, de clássicos da literatura internacional, selecionados pela autora de “Ex-Libris”, Michiko Kakutani com ilustrações da artista e designer de letras especializada em tipografia personalizada, Dana Tanamachi.

“Uma história sobre pertencer e não pertencer a um mundo onde as identidades são cada vez mais fluidas e definidoras, uma história sobre como somos moldados pelos lugares onde crescemos e os lugares onde viemos viver.” Americanah, da autora Chimamanda Ngozi Adichie.

“Enquanto ela olha para seis novos corpos pendurados ali, Offred se lembra das palavras enervantes de sua diretora, tia Lydia: ‘Comum’, ela disse,‘é com o que você está acostumado. Isso pode não parecer comum para você agora, mas depois de um tempo parecerá. Vai se tornar comum’…” The Handmaid’s Tale, da autora Margaret Atwood.

“Um gráfico de febre vívido da história americana, descrevendo com presciência misteriosa como a violência aleatória e paranóia se insinuaram no inconsciente coletivo, e como celebridades e terroristas estavam dominando a imaginação nacional.” Underworld, do autor Don DeLillo.

“Ela escreveu sobre como a Califórnia que ela conheceu crescendo em Sacramento se metamorfoseou da noite para o dia em uma nova Califórnia… a fé americana na possibilidade de se reinventar, evoluindo para o desenraizamento e a anomia.” Caminhando em direção a Belém, da escritora Joan Didion.

“Ser invisível é uma metáfora para ser negro na América: ser ignorado, perseguido, rebaixado, submetido a diferentes padrões de justiça e rotulado com estereótipos raciais grosseiros. Ao mesmo tempo, sugere Ellison, ser invisível é uma condição existencial que todos enfrentamos. ” Homem Invisível, do escritor Ralph Ellison.

“Ele mostra como sua petulância e imaginação autodramatizante a levam a ignorar a verdade, como sua ignorância sobre o mundo adulto resulta em perda e devastação que ela passará sua vida adulta tentando racionalizar e expiar.” Expiação, do autor Iam McEwan.

“Se há um tema insistente nos romances de Morrison, são as maneiras pelas quais o passado inexoravelmente molda o presente, pisoteando a inocência, cortando opções de fuga e distorcendo os relacionamentos entre mulheres e homens, pais e filhos.” Amado, da escritora Toni Morrison.

“Wallace imaginou o futuro absurdo da América enquanto narrava as incursões que o absurdo já havia feito em um país onde os anúncios cobrem nossas vidas e as pessoas estão tomando uma overdose de entretenimento, autogratificação e medicamentos narcotizantes.” Infinite Jest, escrito por David Foster Wallace.

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